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Jean-Joseph Merlin
(17 de Setembro de 1735 – 4 de Maio de 1803) foi um inventor belga.
Ele foi a primeira pessoa a inventar os patins, em 1760 em Londres, na Inglaterra.
Histórico
A invenção dos patins sobre rodas começou de maneira curiosa.
Em 1750, um belga chamado Joseph Merlin teve a ideia de construir patins que pudessem andar no solo assim como os patins de gelo deslizavam no gelo.
Após várias experiências, Merlin conseguiu criar os patins com rodas, com apenas uma roda em cada pé.
Assim que a invenção ficou pronta, o inventor resolveu fazer uma apresentação triunfal para mostrar sua obra à sociedade local.
Ele era violinista e pretendia entrar em uma festa deslizando com os seus patins e tocando violino pelo salão.
E foi exactamente o que ele fez: numa festa, ele calçou seu invento e entrou no salão, tocando seu violino.
Como se não bastasse a dificuldade de se equilibrar nos patins desse tipo, que nem sequer tinham freios, Merlin também não era um grande patinador.
É claro que o primeiro patinador sobre rodas da história não conseguiu parar, caindo sobre um espelho caríssimo, quebrando-o juntamente com seu violino.
Apesar de ser uma ideia interessante, os patins não se tornaram populares rapidamente.
No entanto, muitos inventores anónimos passaram a trabalhar a ideia de Merlin melhorando-a.
Seu objectivo era fazer patins seguros e fáceis de utilizar.
O primeiro a patentear os novos patins de rodas foi M. O Petitbled, na França, em1819, e em seguida em 1823, Roberto John Tyers patenteou o modelo "Rollito".
No documento da patente, o "Rollito" era descrito como sendo um "aparelho com rodas fixado aos sapatos, botas ou outro elemento que cubra o pé, com o propósito da necessidade de locomoção e lazer".
O "Rollito" foi feito com cinco rodas que se fixavam em linha recta.
Chamou imediatamente a atenção do público, e a partir daí não parou de se sofisticar.
Apesar de chamarem a atenção do público, demorou algum tempo até que os patins sobre rodas realmente conquistassem o gosto popular.
Na Alemanha, por exemplo, ele somente foi aceito em 1840.
Na época, uma loja atraía os clientes, colocando meninos e meninas sobre patins para atendê-los.
A partir de 1863, com todas as melhorias que aos poucos foram introduzidas, os patins foram ficando cada vez mais parecidos com os actualmente chamados patins tradicionais (com dois pares de rodas paralelas em cada pé), ou "quad", como são chamados popularmente nos E.U.A.
Desde aquela época várias pistas de patinagem nos Estados Unidos viraram ponto de encontro das pessoas e em muitas delas aconteciam corridas e animados bailes sobre patins.
Actualidade
Actualmente os patins tradicionais encontram-se bastante sofisticados, podendo um equipamento de primeira linha custar o equivalente a algumas centenas de euros.
Sua utilização é mais frequente em competições de nível nacional e internacional em países como E.U.A., Itália, Austrália, China, Argentina, Portugal e Brasil.
Características
O atleta equilibra-se em cima de patins e faz diversas acrobacias.
Em conjunto, é exactamente igual.
Se for patinagem artística, as acrobacias executam-se numa espécie de coreografia. A Patinagem Artística pode dividir-se em dois grupos distintos: a patinagem no gelo e a patinagem de 8 rodoas.
Existem várias categorias de patinagem, podendo ser Pares - Programas Curtos e Longos, Solos - Programas Curtos e Longos, Show e Precisão.
Em pares, os atletas (um masculino e um feminino) tem de executar vários elementos de elevada mestria técnica, como elevações e saltos lançados.
A categoria de Precisão, como o nome indica, é composta por coreografias em que os atletas têm de estar sincronizados.
Existem 7 saltos (axel, ritberg, lutz, flip, toe loop, salchow, euler) e 4 corrupios principais (interno de costas, interno de frente, externo de frente e externo de costas) podendo estes serem executados em várias posições.
Estas são as características da patinagem artística.